Segundo o Museu Nacional do Teatro e da Dança, trata-se da “maior exposição até hoje realizada” em torno da obra de Gil Vicente, com mais de 450 peças, entre as quais figuram também desenhos e maquetes de cenários, marionetas, pinturas, cartazes, mapas, fotografias, vídeos, instrumentos musicais e outros objetos - provenientes de diversas instituições culturais e companhias de teatro de Portugal e Espanha.

Os objetos levam os visitantes “numa viagem do século XVI até hoje, revisitando a história do espetáculo em Portugal nos últimos 150 anos”.

A mostra pode ser visitada até 28 de abril de 2024.

“Trata-se, indiscutivelmente, da figura mais importante da dramaturgia peninsular do seu tempo”, resultando “como o mais brilhante autor de uma tradição que, com raízes medievais, ganhou impulso decisivo no início do século XVI, quando pontificaram outros dramaturgos como os espanhóis Juan del Encina e Torres Naharro”, acrescentou a instituição museológica.

A mostra enquadra Gil Vicente numa “atividade refundadora do teatro ocidental”, já que a sua obra revela parte de temas centrais para as sociedades atuais, observa o Museu.

É por isso que, passados 500 anos, “Gil Vicente ainda desperta o interesse coletivo, refletido na diversidade de artistas que têm trabalhado a sua obra - da Companhia Rey Colaço-Robles Monteiro ao Teatro Praga, do Teatro da Cornucópia às revistas à portuguesa de Eugénio Salvador - fazendo dele o dramaturgo mais representado em Portugal”.

Na exposição serão mostradas peças do acervo de outros museus, como Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo, o Museu Nacional de Arqueologia, o Palácio Nacional de Mafra, o Museu Nacional do Azulejo, o Museu Nacional de Arte Contemporânea ou o Museu Nacional da Música.

Os teatros nacionais São João ou D. Maria II, também marcam presença nesta montra vicentina, assim como a Companhia Nacional de Teatro Clássico, a congénere espanhola.

Na mostra estarão também representadas companhias que já apresentaram espetáculos de Gil Vicente ou que continuam a levar o autor a palcos ibéricos, entre as quais Teatro Experimental de Cascais, do Teatro da Cornucópia, do Teatro da Rainha, Cendrev, da Escola da Noite, A Barraca, A Comuna, Teatro das Beiras, entre outras.

De Espanha, estarão representados espetáculos da encenadora e dramaturga Ana Zamora e da sua Companhia Nao d'Amores, e do encenador Juan Antonio Quintana.

“Gil Vicente. Portugal e Espanha nos primórdios do Teatro Europeu” é uma exposição bilingue, em português e castelhano, organizada pelo Museu Nacional do Teatro e da Dança, com a colaboração do Museu Nacional do Teatro (Almagro, Espanha) e é comissariada por José Camões, da Universidade de Lisboa, e Javier Huerta Calvo, da Universidade Complutense de Madrid.

A mostra contempla ainda atividades complementares, entre as quais conferências, conversas com artistas, espetáculos de teatro e música, visitas guiadas e oficinas, e um projeto educativo para escolas e famílias, que pode ser consultado nas redes sociais.

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