“Os Estagiários” chega às salas, já na próxima semana, e promete ser um sucesso para todos os que gostam de tecnologia… e de soltar algumas - comedidas - gargalhadas. Com piadas datadas e bem utilizadas, maioritariamente cinematográficas, e algumas analogias bastante excêntricas, o filme de quase duas horas não é todo obra de ficção.

Oito anos depois de se infiltrarem em casamentos, Owen Wilson e Vince Vaughn voltam a formar dupla, desta vez, numa comédia muito mais “geek” com aparições relâmpago de comediantes como Will Ferrel ou Josh Gad.
Depois de Owen e Vince, ou, neste caso, Nick e Bill, perderem os seus empregos como vendedores e verem a sua vida desabar, é Bill que se apercebe primeiro de que os dois precisam de um objetivo. Depois de pesquisar sobre o “Google”, no próprio motor de busca, o mais utilizado no mundo, Bill aposta em tentar estagiar na empresa – ainda que tanto ele como o ex-colega não tenham acompanhado o mundo na sua evolução tecnológica.

Depois de algumas peripécias, chegamos a Silicon Valley. O filme apresenta-nos as instalações da Google e equipara a gigante norte-americana a um lugar utópico – ou melhor, a um recreio gigante.

A história centra-se, maioritariamente, no estágio de verão que a empresa oferece, anualmente, selecionando cerca de 1500 alunos das melhores universidades dos EUA - um dos países com mais diversidade. Porém, a longa-metragem mostra um estágio bastante diferente daquele que tem lugar todos os anos e, ainda que existam mesmo campos de voleibol no campus da empresa, sabemos que todo aquele espírito de “Jogos Sem Fronteiras” fica um pouco aquém da realidade – mas resulta bem no grande ecrã. Como sempre contamos com um antagonista, Graham, e uma mão quase cheia de desafios, até à vaga na companhia, sendo o maior de todos introduzir os jovens, com cerca de vinte anos, ao mundo real - aquele que existe para além da tecnologia.

Para os mais interessados, em assuntos tecnológicos, é engraçado referir que a gigante americana foi mecenas do filme, que se revela um genial golpe publicitário, mas, além de falar sobre o Youtube, o Gmail ou o Chrome, houve ainda espaço para a concorrência. De aparelhos da Apple ao Foursquare, ao Facebook e ao seu recém integrado Instagram, o filme realça ainda a dependência tecnológica do mundo atual.

A Google acredita que o filme chamará mais jovens para a empresa – tendo chegado mesmo a lançar um vídeo que acompanha cinco estagiários na sua primeira semana de trabalho. O C.E.O. da empresa também se pronunciou; Page afirma que o filme ajudará a despertar mais mentes para a área tecnológica.

A comédia “geek”, com a banda sonora mais divertida dos últimos tempos, mostra-nos como dois adultos desempregados se podem relacionar com um bando de pós-adolescentes que lutam por um lugar ao sol – num mundo em que há cada vez menos oportunidades – utilizando “mottos” que passam pela crença, o trabalho em equipa e a capacidade de seguir os sonhos. Mas talvez o conceito de "Googleyness" seja o mais importante: é um incentivo a mantermo-nos fiéis a nós mesmos e, segundo os criadores, é o termo que alberga tudo aquilo que faz de nós quem somos, aparte da nossa inteligência.

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