“Vamos recomeçar com três recitas excecionais da ‘Castro’, dirigindo-as e oferecendo-as aos profissionais de saúde e da proteção civil que, de um modo muito especial, se têm empenhado na luta contra a pandemia, mas também aos ‘Amigos’ do São João, aqueles espectadores mais fiéis e mais regulares, que durante estes meses foram privados do teatro que lhes pertence”, afirmou o presidente do Conselho de Administração do TNSJ, Pedro Sobrado, em declarações à agência Lusa.

As três apresentações estão agendadas para 2 de julho (21:00), 3 de julho (21:00) e 4 de julho (19:00), devendo os interessados efetuar reserva prévia através do contacto 223 401 951 (segunda a sexta-feira, entre as 10:00 e as 13:00, e as 14:00 e as 18:00) ou por relacoespublicas@tnsj.pt.

A temporada do Teatro de São João 2020/2021 vai ser antecipada um mês e terá início nos primeiros dias de agosto.

“É a primeira vez em 25 anos que o TNSJ tem uma programação ao longo de todo o mês de agosto. Em todo caso, entendemos que estavam reunidas todas as condições técnicas, logísticas, de segurança e proteção para, antes do início da temporada, e antes da nossa apresentação no Festival de Almada, apresentarmos aqui no São João a nossa nova produção, como gesto de reconhecimento pelo empenho na luta diária contra a pandemia”, acrescentou Pedro Sobrado.

Com encenação de Nuno Cardoso, “Castro” simboliza “o esforço do TNSJ no desenvolvimento de uma política de descentralização”, tendo a estreia ocorrido no Teatro Aveirense, no âmbito do arranque da programação do Centenário do São João.

A tragédia renascentista portuguesa, de António Ferreira, que relata o drama histórico (e lendário) do amor vivido entre Pedro e Inês, é a primeira incursão do diretor artístico do TNSJ, Nuno Cardoso, na dramaturgia clássica portuguesa.

A peça é também o primeiro desafio dos seis atores que fazem parte do elenco “quase” residente do TNSJ: Afonso Santos, Joana Carvalho, João Melo, Maria Leite, Mário Santos e Rodrigo Santos. O espetáculo conta ainda com a participação de Margarida Carvalho e Pedro Frias.

As apresentações de “Castro”, no início de julho no TNSJ, antecipam a apresentação do espetáculo no Festival de Almada, onde poderá ser visto entre 9 e 11 de julho. A peça regressa ao TNSJ, de 20 de agosto a 12 de setembro, já integrada na temporada 2020/2021.

Pedro Sobrado referiu que, ao longo das últimas semanas, o Teatro Nacional São João desenvolveu, de acordo com as indicações das autoridades de Saúde, “um plano muito rigoroso e abrangente de contingência”, que abrange montagens, ensaios e os próprios espetáculos, salvaguardando a segurança, tanto do público, como dos artistas e dos colaboradores.

Entre as medidas definidas pelo TNSJ, destaca-se a realização de testes à covid-19 dos elencos de atores/intérpretes dos espetáculos que integram a programação. As salas e os espaços comuns serão objeto de “uma desinfeção completa” antes da abertura das portas e logo após o fim de cada espetáculo, através de técnicas de nebulização.

No que toca à capacidade das salas, os espaços geridos pelo TNSJ contam com “uma redução considerável”: o São João terá uma lotação máxima de, aproximadamente, 200 pessoas. Já a lotação máxima do Teatro Carlos Alberto rondará as 100 pessoas. Para ambas as salas, foi estabelecido um princípio de dois lugares de intervalo entre espectadores ou grupos de espectadores coabitantes.

Os espaços do TNSJ contam ainda com gel desinfetante em vários pontos dos seus edifícios e com a sistemática desinfeção de instalações sanitárias. Procedeu-se também à instalação de sinalética nos edifícios, com o propósito de evitar a proximidade e o contacto entre pessoas.

Dentro dos edifícios, é obrigatório o uso de máscara, inclusive pelos espectadores, aplicando-se as recomendações de distanciamento social.

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