O ponto de partida para as onze conversas de «O Tempo e o Mundo» é a reflexão sobre o mundo e o futuro. «Qualquer pessoa permeável à realidade tem esta inquietação coletiva. Estamos num período de grande mudança, uma espécie de vórtice que está a mexer num conjunto de valores tidos por adquiridos e imutáveis ao longo das últimas gerações», explica a realizadora Graça Castanheira ao SAPO TV.

Na penúltima semana, os convidados são o ex-presidente do Brasil, Lula da Silva, e o norte-americano Braden Allenby, cientista do ambiente.

Luíz Inácio Lula Da Silva nasceu em Pernambuco, em 1945, e foi operário, sindicalista e fundador do Partido dos Trabalhadores.

Entre 2003 e 2011 foi presidente do Brasil durante dois mandatos. A sua popularidade advém do seu carisma, mas também da sua história de vida: «um operário que chega à liderança de uma das economias mais fortes do mundo, de um dos países mais belos do mundo, de uma sociedade desigual a realizar um enorme esforço de mudança», explica a produtora em comunicado.

A entrevista em «O Tempo e o Modo» pretende saber o que é que um político, com a energia e capacidade de renovação de Lula da Silva, tenciona fazer para influenciar o modo como se constrói o futuro.

«Ouvimo-lo nas instalações da Fundação Lula, nos dias imediatamente a seguir a ser autorizado pelos médicos a retomar a sua vida pública. Lula fala da Europa e da atual correlação de forças no mundo, de ecologia e sustentabilidade, da inexistência de um pensamento de esquerda, de Dilma, enquanto sua sucessora e da importância das mulheres na política. Lula, reflete, ainda, sobre a maneira como a doença, que recentemente o afetou, terá influenciado a sua vida, a maneira de olhar os outros e a forma como agora tenciona agir e viver», detalha a produtora.

A entrevista será emitida quinta-feira, 5 de julho, às 21:30, na RTP 2.

Mais tarde, às 23:30, Braden Allenby é o convidado a quem lhe é pedido refletir sobre o futuro da civilização humana.

Nasceu em 1950, em Illinois, Estados Unidos da América. É professor de Direito e de Engenharia Ambiental e Civil na Arizona State University, diretor e fundador do Centro de Engenharia e Gestão de Sistemas Terrestres e membro fundador do Consórcio para as Tecnologias Emergentes. É co-autor do livro «A Condição Tecno Humana».

«Braden Allenby apresenta-nos o mundo de hoje em toda a sua complexidade, revelando as ligações, discretas mas poderosas, existentes entre os sistemas humano, natural e tecnológico. Vivemos, neste momento, integrados nos sistemas que criámos. Os objetos tecnológicos tornaram-se uma extensão do nosso corpo, da nossa personalidade e da nossa cognição. Habitamos um mundo cada vez mais dominado por sistemas humanos que operam a vários níveis e que estão imbricados na vida dos indivíduos e do planeta. Esta condição tem implicações éticas importantes, uma vez que parar já não é opção para nós», contextualiza a produtora.

«Começamos agora a ser capazes de avaliar as consequências de décadas de exploração dos recursos que possuímos e temos de tomar decisões éticas cruciais sobre não apenas como lidar com as consequências dos nossos atos do passado, mas também sobre o mundo que queremos para o futuro. Navegar à vista, adaptando-nos ao sistema à medida que ele evolui, será a nossa condição irremediável. O mundo deixou de ter um sentido, uma finalidade, para ser um desenho em aberto. Para Allenby, o futuro é incerto, diferente, mais difícil, mas fascinante», conclui.

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