A série coloca o enfoque nas consequências das crises económicas mais recentes e, de acordo com o canal, demonstra que a história da civilização moderna sempre experimentou e experimentará alterações profundas.

Através das atípicas paisagens que cada episódio da série inclui, o espetador pode obter uma "ampla perspetiva" das culturas de vários países ocidentais ou de influência ocidental em três continentes diferentes: América do Norte (Detroit, nos EUA), América do Sul (Fordlândia, no Brasil, na foto), África (Kolmanskop, na Namíbia) e Europa (Spitsbergen, na Noruega, e Lohberg, na Alemanha).

"Os monumentos caídos da era moderna que aparecem em cada episódio falam-nos de progresso e declive, de sonhos desfeitos e utopias arruinadas, de cataclismos estruturais e alterações políticas e mostram também como uma natureza impassível e paciente reconquista o terreno perdido", detalha o canal História.

Através de "impressionantes" ruínas, o espectador pode ainda fica a conhecer assuntos chave que deram forma à sociedade dos séculos XX e XXI, como a luta das organizações sociais, a globalização, o colonialismo, a gestão de recursos, a energia ou a mobilidade.

Ao longo da próxima semana, o canal por cabo vai transmitir os primeiros episódios de "Cidades Fantasma". Assim, na segunda-feira, 1 de outubro, às 21:10, vai para o ar "Os diamantes da Namíbia".

Kolmanskop, cidade da Namíbia fundada pelos alemães, tornou-se na cidade mais rica de África nos inícios do século XX por albergar uma mina de diamantes. No entanto, há já muito tempo que colonos e interessados pelas pedras preciosas abandonaram local "e o que antes era uma cidade florescente, agora é apenas uma cidade fantasma", conta o canal.

"Lentamente, o deserto recupera o seu terreno com a sua fascinante fauna e flora do Karoo Suculento, a região desértica mais rica do mundo em espécies. As casas pitorescas desaparecem debaixo da areia, a natureza apaga pouco a pouco as pegadas da civilização e atrai novos aventureiros: fotógrafos, turistas e agentes de viagem especializados", narra.

"Pyramiden, A Base Soviética da Noruega" é o segundo episódio e será transmitido na terça-feira, dia 2. Durante quase oitenta anos, Pyramiden foi a investida comunista no estrangeiro capitalista. Em 1920, devido a um tratado internacional, a Noruega cedeu à União Soviética a exploração de umas minas de carvão situadas no arquipélago de Svalbard.

"O regime de Lenine fundou Pyramiden, onde mil pessoas trabalharam na jazida durante curtos verões e longos invernos no meio do oceano Ártico. Em troca eram recompensadas com condições de vida relativamente luxuosas. A queda do comunismo no final da década de 1980 significou o princípio do fim de Pyramiden. Hoje em dia, a localidade é um monumento gélido do declive da União Soviética redescoberto por turistas e vendedores de objetos usados e repovoado por ursos polares, raposas polares e gaivotas", descreve o História.

Já a meio da próxima semana, mais concretamente na quarta-feira, 3, de outubro, a mina de Lohberg vai estar en destaque em "Lohberg, A Mina de Carvão". Nos seus cem anos de atividade chegou a ter até cinco mil trabalhadores a extraírem carvão através de poços que alcançavam os 1.200 metros de profundidade. Quando a mina encerrou, em 2005, esta instalação industrial perdeu a sua utilidade e foi abandonada. "Desde então o local aguarda um novo uso", afirma o História.

"Fordlândia, A Utopia de Henry Ford" vai ser o tema central de "Cidades Fantasma" na quinta-feira, 4. Fordlândia foi concebida como a materialização do sonho americano numa cidade situada em plena selva brasileira. Hoje em dia, restam apenas ruínas que retratam os limites da globalização numa época em que ainda faltava muito tempo para acontecer este final.

"Em 1928, o rei da indústria do automóvel Henry Ford não queria apenas assegurar a produção de borracha natural para os seus carros com una colónia à sua medida no Amazonas, mas também, como se tratasse de uma experiência civilizadora, planeava deslocar o estilo de vida americano à selva mais profunda. Ford, apesar do seu entusiasmo e da grande quantidade de dinheiro que investiu durante vinte anos, não obteve mais do que um estrondoso fracasso. Hoje em dia, Fordlândia é uma espetacular cidade em ruínas e quase abandonada por completo no meio da selva, uma cidade fantasma que simboliza a deceção do sonho americano", considera o História.

A cidade de Detroit nos Estados Unidos da América é retratada no último episódio da semana. "Detroit, A Cidade do Motor" vai para o ar na sexta-feira, 5, às 21:10.

"Para muitos, Detroit, com o seu centro abandonado, não é mais do que um enorme páramo. A elevada taxa de desemprego e a violência acabaram com o sonho americano exatamente no local que o viu nascer", detalha.

Mas, mesmo assim, existem, afirma o canal História, motivos para a esperança: o vazio atrai pessoas jovens e criativas de todo o mundo. "Novos artistas descobrem fábricas abandonadas para mostrar os seus trabalhos, exploradores suburbanos entram nos inúmeros edifícios desabitados e documentam tudo com as suas câmaras. Por outro lado, movimentos como Urban Farming utilizam os enormes terrenos vazios no próprio centro da cidade para cultivar as suas próprias frutas e legumes orgânicos. Assim, entre todos, pouco a pouco estão a conseguir alterar o aspeto da Cidade do Motor", conclui o canal por cabo.

Produzido especificamente para o mercado português, o canal História resulta de uma 'joint-venture' entre a Chello Multicanal e a A+E Networks, formada em 1998.

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