Em comunicado divulgado hoje, a IURD, refere que, na queixa, “serão apresentados elementos de prova que demonstrarão de forma inequívoca que a TVI e os jornalistas responsáveis pelos programas violaram de forma grosseira os seus deveres deontológicos”.

A Igreja pretende também apresentar uma queixa-crime contra a jornalista Alexandra Borges por alegada “denúncia caluniosa” no seguimento da participação que esta fez ao Ministério Público (MP) sobre a existência de uma rede de tráfico de crianças e de adoções ilegais no Lar Universal, na década de 90, por parte de elementos da IURD, tema das reportagens “Segredo dos Deuses”.

O inquérito foi aberto no final de 2017 na sequência de uma reportagem da estação televisiva TVI que denunciava a alegada existência de uma rede ilegal de adoção de crianças no Lar Universal da IURD.

No seguimento da queixa da jornalista, lembra o comunicado, o MP abriu um inquérito que posteriormente arquivou, alegando que os crimes estavam prescritos, mas o procurador revelou que as alegações dos pais biológicos foram desmentidas pela investigação, nomeadamente pelas perícias da Polícia Judiciária às assinaturas de duas mães de crianças adotadas.

No sábado, o semanário Expresso adiantava que o Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa abriu processos-crime contra duas mães, as testemunhas-chave da reportagem da TVI, por falsas declarações, depois de a perícia da PJ atestar que assinaram mesmo documentos que viabilizaram a adoção dos filhos.

Segundo o jornal, uma delas já testemunhou uma nova versão dos acontecimentos, em que acusa a estação de Queluz de a ter instruído a mentir.

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