Esta doença, causada por bactérias de origem natural, é muito perigosa e potencialmente fatal quando resulta de inalação. Com seis episódios, a série é protagonizada por Daniel Dae Kim (agente do FBI Matthew Ryker) e Tony Goldwyn (Dr. Bruce Ivins) e mostra o que terá realmente acontecido nos bastidores desta ameaça.

“Aquele foi um momento extraordinário que ainda nos afeta hoje em dia, de forma profunda”, disse o produtor executivo David Zucker, no painel sobre a minissérie da 'tour' de inverno da TCA (Television Critics Association).

A crise teve início uma semana depois do 11 de setembro, quando envelopes contendo a bactéria mortífera foram enviados a dois senadores norte-americanos, matando cinco pessoas e infetando 17 nos meses seguintes. O terror dominou as manchetes numa altura em que ainda se estava a limpar os destroços das Torres Gémeas.

“Esta foi uma série de eventos muito pública e horrível que, na verdade, se estendeu por sete anos em termos de investigação, e por isso foi uma tarefa fascinante”, descreveu Zucker. O produtor disse que muitos elementos da história foram “surpreendentes” e “chocantes” e esta tornou-se uma “oportunidade única” de examinar este período histórico.

A co-showrunner Kelly Souders, que com Brian Peterson criou a temporada original de “The Hot Zone” sobre a crise do ébola, explicou também que esta foi uma altura propícia para regressar, com uma minissérie que coloca os cientistas e peritos forenses na ribalta.

“Agora, durante uma pandemia, a ciência está na linha da frente e sentimos que era o momento certo para contar esta história”, afirmou Souders nos TCA. “Uma das coisas de que gostámos nas duas temporadas de ‘The Hot Zone’ é que estão cheias de gente que tenta fazer a coisa certa, com diversos níveis de sucesso e desafios”, afirmou.

O co-showrunner Brian Peterson considerou também que “poder retratar cientistas como os heróis de hoje foi muito importante” para a equipa.

Com extenso material de pesquisa disponível, os produtores tomaram algumas liberdades criativas para contar a história em seis episódios. Segundo disse o protagonista Daniel Dae Kim, conhecido por “Lost” e “Hawaii Five-0”, o seu personagem é uma “amálgama de diferentes pessoas que estiveram envolvidas na investigação”.

Kim salientou o facto de o terem escolhido a ele, um asiático-americano, para encarnar o agente do FBI que liderou o processo na dramatização destes eventos verídicos. É algo que, na sua opinião, “não teria acontecido em 2001”.

A outra estrela da minissérie é Tony Goldwyn, que interpreta Bruce Ivins, o microbiologista e investigador de biodefesa do exército norte-americano que morreu em 2008.

“Li muito e descobri uma biografia muito interessante sobre Bruce Ivins, que é alguém muito interessante e complicado, intitulada ‘Homem Miragem’, que foi como uma bíblia”, disse Goldwyn nos TCA. “Foi muito útil porque tinha imensos detalhes sobre a sua vida, a sua psique e a própria investigação”.

O ator, que assumiu um visual radicalmente diferente daquilo a que a audiência está habituada para encarnar Ivins, também se preparou com a ajuda de vários especialistas do campo da microbiologia e da psiquiatria.

“The Hot Zone: Anthrax” marca o regresso da série ficcional mais vista de sempre do National Geographic, depois da temporada inaugural com Julianna Margulies e Liam Cunningham em 2019.

A nova temporada estreou-se em Portugal está marcada esta segunda-feira, 7 de fevereiro, às 22h10, no canal National Geographic.

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