Eram nove e vinte e cinco quando Jon Bon Jovi, Richie Sambora, David Bryan e Tico Torres subiram ao palco para o concerto de encerramento de uma tour de dezoito meses, a Circle Tour. Mal sabiam eles que a emoção dos fãs, face às recentes notícias de uma possível pausa de dois anos, os faria voltar a palco pelo menos duas vezes.

«Raise your hands», «You Give love a Bad Name» e «Born to be my baby» abriram o concerto no parque da Bela Vista, que estava praticamente cheio. No entanto, foi em «It’s my life», «Bad Medicine» e «Have a Nice Day» que as vozes do público quase se sobrepuseram à do vocalista. Jon não se deixou intimidar e foi sempre puxando pelo público ao longo de toda a atuação.

No palco, mais do que a um concerto, assistiu-se a um verdadeiro espetáculo cinematográfico. No ecrã gigante, o maior do mundo em tour, iam sendo transmitidas as imagens das onze câmaras de televisão que gravavam o concerto e a mestria da realização foi essencial para a dinâmica da atuação.

Esta banda dos anos oitenta apresentou-se em Lisboa com a energia de quem tem 20 anos, mas com a maturidade de quem já leva muito tempo de estrada. Descomplexado, Jon Bon Jovi, de casaco vermelho e botões dourados, brincou com os colegas de palco, cantou «Pretty Woman», dançou, abanou a anca e pulou para cima e para baixo, criando uma verdadeira empatia com o público.

O vocalista da banda, Jon, nasceu a 2 de março de 1962 e gravou pela primeira vez em estúdio quando tinha 13 anos. O bichinho da música não mais o largou. O sucesso de «Runaway», em 1983 lançou-o para as luzes da ribalta e impeliu-o a formar a sua própria banda. Assim nasceram os Bon Jovi, que já contam com 11 álbuns de originais lançados.

Não foram muitas as palavras do vocalista durante o concerto, mas também não eram necessárias. A plenitude da sua atuação, acompanhada de magnificos solos de guitarra de Richie Sambora, falou mais alto e foi com satisfação que o público pediu mais e Jon deu. No encore, a banda presenteou os fãs com «Keep the Faith», «Livin' on a prayer», «I Belive» e «This Ain't A Love Song».

No fim, visivelmente emocionados com a receção que tiveram em Portugal, os Bon Jovi demoraram-se nas despedidas e agradecimentos. Queriam tocar mais, mas Jon já não conseguia e veio, por fim, a despedida, não sem um toque de humor quando o vocalista fingiu desfalecer perante um público que se mostrava incansável. Como o próprio disse «o círculo fica completo» com este concerto na capital, três anos depois de terem atuado no Rock in Rio Lisboa.

À saída, apesar de satisfeitas, algumas pessoas cantarolavam «Bed of Roses», um dos temas mais emblemáticos que, desta vez, ficou de fora do alinhamento. Um pequeno senão numa noite que juntou homens e mulheres de todas as idades para ouvir uma das bandas norte-americanas que, a pulso, conquistou a eternidade no mundo da música.

@ Inês Fernandes Alves

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