A temporada “Música em S. Roque”, coordenada pelo maestro Filipe Carvalheiro, decorrerá em Lisboa, de 8 de novembro a 1 de dezembro, na igreja de S. Roque, no Bairro Alto, no Convento de Santos-o-Novo, a Xabregas, e no Convento da Encarnação das Comendadeiras de S. Bento de Avis, na Mouraria.

Em declarações à Lusa, Filipe Carvalheiro salientou que a programação “privilegia a componente de música feita por portugueses e as estreias modernas de peças, como é o caso das 'Vésperas Solenes para o Nascimento de São João Baptista para a Igreja de São Roque', que é um conjunto de obras de vários autores - portugueses, italianos e anónimos -, que se pressupõe terem sido escritas ou utilizadas para a inauguração da Capela de S. João Batista”.

Estas peças, de compositores como Pedro António Avondano, Antonio Tedeschi e Estêvão Lopes Morago, são apresentadas no dia 23 de novembro, na igreja de S. Roque.

“A programação segue linhas semelhantes desde a sua primeira edição, há 25 anos, até porque está ligada aos espaços onde é apresentada, e tentámos encontrar uma programação que funcione bem com esses espaços, quer em termos estilísticos, quer acústicos”, explicou Carvalheiro.

As peças escolhidas, disse o maestro, foram compostas “mais ou menos na mesma altura em que aqueles espaços foram construídos ou existiram, sendo o forte da temporada, a música coral, fundamentalmente coral sinfónica, do período Barroco”.

A Temporada abre no dia 8 de novembro, às 21:30, na igreja de São Roque, com um concerto sob a direção de Jorge Matta, intitulado “Coimbra - Il seicento em Santa Cruz”, com o Coro Gulbenkian, acompanhado por Reyes Gallardo (violino barroco), Steffano Vezzani (fagote soprano), Elena BIanchi (fagote), Helder Rodrigues (sacabuxa) e Miguel Jalôto (órgão).

A 25.ª Temporada de S. Roque tem previsto 10 concertos em espaços que são património cultural da Santa Casa da Misericórdia que a organiza, com entrada livre.

Filipe Carvalheiro afirmou que a Temporada “tem um público fixo, mas há uma componente variável de que se tem conseguido captar, nomeadamente entre os 18 e os 25 anos”. “O público mais fiel da temporada é a partir dos 55 anos”, acrescentou.

Este ano, o facto de se ter aberto candidaturas, pela primeira vez, através da Internet, permitiu que “grupos de todo o país pudessem concorrer e assim possibilitar, por exemplo que grupos do norte, como o Quarteto Vintage, possam dar a conhecer o seu trabalho ao público e músicos de Lisboa”.

O maestro disse à Lusa que foram apresentadas 95 candidaturas; e escolhidos os intérpretes, metade destes apresenta-se pela primeira vez na Temporada de S. Roque.

Filipe Carvalheiro afirmou que a Temporada de S. Roque “tem refletido o que é a atividade tendencial dos músicos em Portugal, nomeadamente a procura de repertório de música portuguesa que tem estado esquecido nos últimos 200 ou 300 anos, e a reapresentação ao público moderno de repertório que tem estado esquecido nos fundos musicais e nas bibliotecas”.

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, ela própria, tem um fundo musical que está catalogado e disponível, disse.

Do programa da temporada, fazem parte visitas guiadas, trinta minutos antes dos concertos, aos espaços patrimoniais.

@Lusa

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