Em comunicado difundido pela Culturgest, Aldina Duarte recorda que esta foi a primeira sala onde se apresentou a solo como fadista.

"Foi na Culturgest, nesta sala em meia-lua, onde dei o primeiro concerto da minha vida, onde o meu fado se tornou conhecido, e reconhecido, para o grande público, que acompanha o meu trabalho desde então", escreve Aldina Duarte.

A fadista afirma que vai estrear dois fados escritos de propósito para o concerto por dois poetas de quem já gravou "discos inteiros, João Monge, 'Crua'; [e] Maria do Rosário Pedreira, "Romance(s)'".

Aldina Duarte é acompanhada pelos músicos Paulo Parreira, na guitarra portuguesa, e Rogério Ferreira, na viola, os que diariamente a acompanham na casa de fados Senhor Vinho, onde sempre cantou desde 1997.

Em entrevista à Lusa, a fadista defendeu a “necessidade desse ritual diário de ir cantar à casa de fados” e realçou ser em concreto aquela em que pontifica a fadista Maria Fé e o poeta José Luís Gordo.

Em abril de 2015, a fadista editou "Romance(s)", um duplo CD, em que gravou exclusivamente poemas de Maria do Rosário Pedreira, em melodias tradicionais de fado e numa versão musical do produtor, Pedro Gonçalves, que hoje vai partilhar o palco com Aldina Duarte.

O CD é um "romance escrito em verso para as melodias do fado tradicional", como os fados "Três Bairros", "Marcha do Correeiro", "Rosita", "Macau" ou "Mayer", entre outros, explica, num texto que acompanha o CD, a poetisa Maria do Rosário Pedreira, que voltou a escrever para a fadista.

O primeiro CD é de fado tradicional, o segundo é a "visão/versão destes fados" do produtor Pedro Gonçalves, num ambiente musical que não deixa de ser fadista.

Aldina Duarte fez parte do coro da banda Valdez e as Piranhas Douradas e conheceu o fado, como afirmou em várias entrevistas, através da fadista Beatriz da Conceição (1939-2015) e do encenador Jorge Silva Melo.

O passo seguinte foi a interpretação de “Novo Fado da Severa” (Júlio Dantas/Frederico de Freitas) no filme “Xavier” (1992), realizado por Manuel Mozos.

No ano seguinte canta na peça “Judite, Nome de Guerra”, de Almada Negreiros, encenada por Germana Tânger, no Teatro Municipal S. Luiz, em Lisboa, e fez parte da programação de “Noites de Fado”, das Festas de Lisboa, que decorreu na Casa do Registo da Mãe d'Água.

Dados os primeiros passos, colaborou com o encenador Filipe La Féria na RTP, criou as “Noites de Fado” no Teatro da Comuna, em Lisboa, atuou no Piccolo Teatro, em Milão, onde cantou na peça "Os Últimos Três Dias de Fernando Pessoa ", escrita por António Tabucchi e dirigida por Lamberto Puggelli.

Em 2004 editou os eu primeiro álbum, “Apenas o Amor”, ao qual se seguiram “Crua” (2006), “Mulheres ao Espelho” (2008) e "Romance(s)", tendo entretanto saído o DVD “Aldina Duarte, a Princesa Prometida”, de Manuel Mozos.

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