O grupo Media Capital, dona da TVI e da Rádio Comercial, apresentou à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) o resultado líquido obtido no segundo trimestre, destacando o desempenho das audiências na rádio, assinalando que a audiência acumulada de véspera (AAV) atingiu uma média de 27,5% este ano, com a AAV da segunda vaga (das três já publicadas) a observar o valor mais elevado de sempre de qualquer grupo de rádio desde 2003.

“Em termos de formatos, a Rádio Comercial registou o maior número de ouvintes de sempre de uma rádio portuguesa (mais de 1,5 milhões de ouvintes e uma AAV de 18,5%), ao passo que a M80 obteve neste ano o seu maior share de audiência de sempre”, precisa a mesma informação.

O grupo Media Capital teve lucros de 5,9 milhões de euros no primeiro semestre deste ano, que comparam com os lucros de 10,5 milhões de euros no mesmo período de 2018, informou a dona da TVI.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Media Capital adianta que o resultado líquido obtido no segundo trimestre ascendeu a 7,3 milhões de euros, o que compensou “por larga margem” os prejuízos de 1,4 milhões de euros contabilizados no trimestre imediatamente anterior.

Entre janeiro e junho o EBITDA (resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações) desceu 27% para 14,2 milhões de euros, sendo que o EBITDA excluindo gastos com reestruturações recuou 25% para 14,9 milhões de euros.

O grupo que detém, entre outras empresas, a TVI e a Rádio Comercial, indicou também que os rendimentos operacionais recuaram 1% neste primeiro semestre, face ao mesmo período do ano anterior, atingindo os 86,4 milhões de euros (86,9 milhões de euros em 2018).

Esta evolução reflete a subida homóloga de 1% na publicidade, para os 59 milhões de euros, e a descida de 3%, para 27,4 milhões de euros, na rubrica de ‘outros rendimentos operacionais’ que incorpora essencialmente os rendimentos de produção audiovisual, serviços de multimédia e de cedência de sinal.

O grupo Media Capital acrescenta ainda que, no conjunto do semestre terminado em junho, a publicidade registou uma variação negativa de 1% no segmento de Televisão (com a quebra a registar os 3% considerando apenas o segundo trimestre).

Já no segmento de Rádio & Entretenimento, a publicidade teve uma subida de 10% (+5% no segundo trimestre). No segmento ‘outros’ (que inclui as áreas do digital, assim como a holding e os serviços partilhados do Grupo), houve uma melhoria de 10% em termos homólogos (-7% no segundo trimestre)

Já quanto aos gastos operacionais, o primeiro semestre fechou a registar uma subida de 6% passando de 67,1 milhões de euros para 71,5 milhões de euros.

“Quanto ao resultado operacional (EBIT), este foi de 9,8 milhões de euros, que compara com 16,4 milhões de euros em 2018”, refere a informação enviada à CMVM.

No final do primeiro semestre, o endividamento líquido da dona da TVI situou-se em 80,9 milhões de euros, registando uma melhoria de 4,8 milhões de euros face ao final de 2018.

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