Organizado pelo grupo de teatro Te-Ato, Sinopse arranca no dia em que reabrem as salas de espetáculo: no Teatro Miguel Franco, em Leiria, a companhia de Sintra apresenta uma encenação de Miguel Moisés baseada no universo existencialista de Franz Kafka e no filme “Birdman ou (a inesperada virtude da ignorância)”, de Alejandro G. Iñárritu.

O espetáculo explora “até onde somos capazes de ir, de agir, a rotina, o peso do trabalho, a procura de um sentido comum que nos insira a ser ‘alguém’”, avança a companhia, que depois de Leiria leva “Um artista vulgar” a Sintra, nos dias 21 e 22 de abril, e, em junho, a Cascais e Évora.

O festival conta também com espetáculos do Teatro do Elétrico, do Núcleo de Artes Procênio e do DRA/MAT, e o produtor Miguel Sarreira explica à agência Lusa que a expectativa é grande para esta edição de Sinopse, cujos espetáculos vão começar sempre às 19:30, em alguns casos à segunda e quarta-feira.

“Algumas datas são estranhas e por isso estamos a fazer um esforço maior de divulgação, porque não sabemos como será a reação do público. Mas, em alguns países da Europa acontece, e isso dá-nos algum alento. Se resulta noutros lados, aqui talvez não seja totalmente descabido esta ideia de ir ao teatro antes do jantar ou antes de ir para casa”.

As restrições do confinamento obrigaram a “dificuldades logísticas”, implicando mesmo o cancelamento de um dos espetáculos previstos, mas o Te-Ato acredita que o festival pode funcionar no atual contexto.

“Estamos a apostar que as pessoas estejam ávidas de ir a espetáculos e de voltar a ter uma vida normal. Já temos reservas, as pessoas estão a aderir”, avança Miguel Sarreira sobre um festival que acontece “dentro do possível, com os constrangimentos e orçamento disponível”.

Além da estreia do Teatro Efémero, “espetáculo que vem a talhe de foice com o que se está a passar na área da cultura hoje”, o festival Sinopse prossegue a 28 de abril, com “Catamarã”, pelo Teatro do Elétrico.

“É uma peça de teatro para a infância, no Teatro José Lúcio da Silva, a meio da semana. Vamos tentar que os pais vão buscar os filhos e tenham tempo de os levar ao teatro”, diz Miguel Sarreira.

Pela Sala Jaime Salazar Sampaio, a casa do Te-Ato em Leiria, passa "Utopia, Sonho x Realidade", do Núcleo de Artes Procênio, no dia 7 de maio, espetáculo sobre “um homem que vive com a sua família em condições de miséria absoluta”, e que “se recusa a perder os seus sonhos”.

A 14 de maio, o DRA/MAT apresenta no Teatro Miguel Franco “Caminho marítimo para a desgraça", sobre “aqueles que através do seu infortúnio construíram os grandes feitos dos quais ainda hoje nos podemos orgulhar”.

O festival termina a 21 de maio com “Conversa de aristocratas”. Não é teatro, mas um encontro entre “pessoas com obra feita”, entre o investigador e pensador Carlos André e o ator e patrono do festival João Moital.

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