"Apropriar-se ilegalmente de uma canção (Despacito), não se compara com o crime que se comete e cometeu na Venezuela", escreveu Daddy Yankee na sua conta do Instagram, dirigindo-se diretamente a Maduro.

"O seu regime ditatorial é uma piada, não só para os meus irmãos venezuelanos como para o mundo inteiro. Com esse nefasto plano de marketing, só continuará a evidenciar o seu ideal fascista", acrescentou o cantor.

Yankee refere-se a uma versão lançada por Maduro no último domingo, em que utiliza a música de "Despacito" para promover as eleições da sua controversa Assembleia Constituinte.

"Despacito, exerça o seu voto em vez das balas e veja as suas ideias sempre em paz e em calma", diz a versão.

"Em nenhum momento ele me consultou, nem eu autorizei o uso ou a mudança da letra de Despacito para fins políticos", afirmou Luis Fonsi, principal autor do sucesso latino.

Fonsi disse que, embora tenha se divertido com as inúmeras versões que apareceram na internet desde que a música se tornou popular, "tem de haver um limite".

A música não é "para manipular a vontade de alguém que está a pedir aos gritos a sua liberdade e um futuro melhor", acrescentou Fonsi em comunicado."Como diz a canção, de passinho em passinho, suave e suavezinho, querem fazer um golpe de Estado".

Desde o seu lançamento em janeiro, "Despacito" tornou-se um fenómeno global. É o maior sucesso latino a dominar os tops desde "Macarena" em 1996, e o seu vídeo no Youtube supera 1,5 mil milhões de visualizações.

Veja a versão de Nicolás Maduro:

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