Com ilustrações de João Vaz de Carvalho, o livro conta a história de um homem muito magro, e "todos lhe chamavam pele e osso", porque era pobre e não tinha dinheiro, lê-se nas primeiras páginas.

Para mudar de vida, Zé Peninha decide responder a um anúncio - "Faculdade de Medicina compra esqueleto em bom estado para estudo. Paga-se bem" - e a partir daí começa uma série de peripécias do protagonista num corpo sem ossos.

Luísa Ducla Soares escreveu esta história na adolescência, para entreter o irmão mais novo - um dos seus primeiros leitores -, e reviu-a agora para uma edição em livro ilustrado para a infância, editado pela Livros Horizonte.

Nascida em Lisboa, em 1939, Luísa Ducla Soares tem mais de uma centena de livros publicados, a maioria dos quais prosa e poesia para crianças, influenciada pelas histórias de tradição oral e por temáticas do quotidiano.

Apesar de o impulso para a escrita ter surgido no final da infância, foi depois dos trinta que publicou o primeiro livro para crianças, intitulado "A história da papoila" (1972), e que lhe valeu um prémio do Secretariado Nacional de Informação, que recusou por objeção de consciência.

Depois desse livro, a autora publicou "Maria Papoila" e "O soldado João", pequenos contos que anos antes tinham sido totalmente censurados no Diário Popular, com o qual colaborava.

Licenciada em Filologia Germânica, trabalhou em jornais, editoras, no Ministério da Educação e na Biblioteca Nacional. Em 1996 recebeu o Prémio Calouste Gulbenkian pelo conjunto da obra.

Este ano é candidata ao prémio literário sueco Astrid Lindgren Memorial Award.

Quase a completar 80 anos, e com uma enorme bibliografia, Luísa Ducla Soares dedica grande parte dos dias à escrita e ao encontro com leitores, em visitas a escolas.

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