Na apresentação da programação para o Teatro Rivoli e o Teatro Campo Alegre, o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, que assumiu o pelouro da Cultura, destacou a programação “intensa e vibrante” do TMP, com o diretor, Tiago Guedes, a reforçar as “mudanças significativas na periodicidade” dos lançamentos de novas programações, com duas agendas em vez de três, e uma mudança gráfica para as agendas e outros materiais promocionais.

No arranque do programa 2018/2019, estão 20 espetáculos de companhias e estruturas da cidade, das quais 13 são coproduções do Teatro Municipal, que, ao longo da temporada, soma um total de 21 peças em parceria.

A nova temporada arranca com três coreografias de Tânia Carvalho, pela Companhia Nacional de Bailado, com “Olhos Caídos”, “A Tecedura do Caos” e a nova produção “S”, de 21 a 23 de setembro.

A primeira estreia nacional anunciada é “The Waves”, uma peça para seis bailarinos e dois percussionistas, do francês Noé Soulier, que já apresentou no Porto “Faits et Gestes”, no Festival DDD – Dias da Dança de 2017. As récitas estão marcadas para 28 e 29 de setembro, no Teatro Campo Alegre, em coprodução com o TMP.

Ainda em setembro, a companhia Público Reservado apresenta, em estreia, a peça “Estava em casa e esperava que a chuva viesse”, do dramaturgo francês Jean-Luc Lagarce, numa nova encenação de Renata Portas, que trabalha sobre “a experiência da perda e da reinvenção da memória”. É apresentada nos dias 22 e 23 de setembro, no Teatro Campo Alegre.

De 3 a 5 de outubro, o Campo Alegre recebe “Do Bosque para o Mundo”, peça para famílias de Miguel Fragata e Inês Barahona, escolhida para abrir o Festival de Avignon, em França, a decorrer de 6 a 13 de julho, num espetáculo que pergunta: “Será possível explicar a crise os refugiados às crianças?”

“Do Bosque para o Mundo” parte da história de um rapaz afegão de 12 anos enviado para a Europa.

No dia 04 de outubro, os gregos Blitz Theatre Group estreiam-se no Porto com a estreia nacional “Late Night”, uma “valsa surreal sobre as ruínas da Europa”, enquanto Né Barros olha para “Revoluções” e para os 50 anos do Maio de 1968, a 16 de novembro, noutra das estreias da nova agenda.

O Rivoli e o Campo Alegre serão, de novo, a ‘casa’ do Festival Internacional de Marionetas do Porto, de 13 a 20 de outubro, que inclui uma programação nacional e internacional cuja 28.ª edição vai ainda assinalar o 30.º aniversário do Teatro de Marionetas, e o 15.º da Limite Zero.

A 26 e 27 de outubro, o Palácio da Bolsa recebe a produção francesa e espanhola “Romances Inciertos – Un Autre Orlando”, de François Chaignaud e Nino Laisné, uma obra que é, “ao mesmo tempo, um concerto e um recital” numa “reminiscência da chamada ‘ópera-ballet’”, com a quinta edição do Fórum do Futuro, dedicado à "manifestação da Antiguidade na cultura contemporânea", marcada para 04 a 10 de novembro.

O bailarino Marco da Silva Ferreira, artista associado do TMP para a temporada 2017/18, que agora finda, e 2018/19, apresenta em estreia “Bisonte”, a 11 e 12 de janeiro no Teatro Campo Alegre, antes de, a 19 e 20, o Rivoli assinalar o 87.º aniversário do teatro com a já habitual festa de entrada gratuita, que inclui uma programação específica e multidisciplinar.

Além da dança, do teatro e da música, com esta última a continuar no ciclo Understage, também o novo circo marca presença no novo quadro do TMP, com a estreia nacional de “Grande”, dos franceses Tsirihaka Harrivel e Vimala Pons, a 23 e 24 de novembro.

O dramaturgo francês Mohamed El-Khatib apresenta o díptico “Finir en Beauté” e “C’est La Vie”, sobre os últimos de anos de vida da mãe, no primeiro caso, e o “vazio de difícil descrição para aqueles que perderam um filho”, no segundo, a 6 e 7 de dezembro.

Martim Pedroso estreia “Boudoir”, no Campo Alegre, onde fica de 02 a 04 de novembro, já depois de Salva Sanchis e Anne Teresa de Keersmaeker mostrarem, em estreia nacional, “A Love Supreme”, uma coreografia focada na improvisação que parte do álbum homónimo do saxofonista John Coltrane, no primeiro e segundo dias de novembro, no Rivoli.

Dorothée Munyaneza, nascida no Ruanda, volta a olhar para a história do seu país e da guerra, com “Unwanted”, em estreia nacional, a 1 de fevereiro, cruzando música, teatro e dança e partindo de entrevistas com mulheres que foram violadas em tempo de guerra, “feridas pelas circunstâncias de uma vida que não planearam”.

Entre outros destaques, a programação inclui ainda o Foco Famílias, de 13 a 16 de dezembro, assim como duas peças seminais da dança pós-moderna, “Dance” e “Set and Reset/Reset”, pelo Ballet da Ópera de Lyon, a 15 e 16 de fevereiro, além de vários programas em parceria e festivais, como o Fantasporto, o Queer Porto ou o Porto/Post/Doc, entre outros.

Segundo Rui Moreira, o investimento na programação de setembro a fevereiro “será de aproximadamente 575 mil euros”, sendo que o TMP conta fechar 2018 com “121 espetáculos" apresentados, "32 internacionais e 43 coproduções”.

A programação completa da nova temporada a ser apresentada numa festa de lançamento marcada para 06 de setembro.

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