O ator Diogo Infante lamentou hoje “profundamente” a morte do ator Rogério Samora, considerando que o meio artístico “fica mais pobre”.

Num comentário na sua página da rede social Instagram, Diogo Infante referiu que os caminhos entre os dois atores se cruzaram “pouco”, sublinhando lamentar “profundamente que o Rogério tenha partido tão prematuramente”.

“O meio artístico fica mais pobre”, acrescenta Diogo Infante, enviando ainda um “forte abraço de coragem à família e amigos”.

Morreu Rogério Samora, um dos atores incontornáveis da sua geração
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Rogério Samora, que morreu hoje aos 63 anos, contava mais de 40 anos de carreira, tendo como mais recente projeto a telenovela “Amor, Amor”, na qual contracenava com Rita Blanco e Ricardo Pereira, entre outros pares.

Nos últimos anos, participou em várias telenovelas do canal televisivo SIC, como "Nazaré", "Golpe de Sorte", "Amor Maior", "Poderosas", "Mar Salgado" e "Sol de Inverno", depois de participações anteriores na estação TVI, em produções como "Destino Imortal", "Flor do Mar", "Equador", "Casos da Vida" ou "Fascínios".

A sua estreia em televisão, feita na RTP, remonta a 1982, à telenovela “Vila Faia”, na qual contracenou com Rui de Carvalho, Glória de Matos, Mariana Rey Monteiro e Nicolau Breyner, seguindo-se, ainda na televisão pública, “A Banqueira do Povo” (1993), ao lado de Alexandra Lencastre, Eunice Muñoz, Raul Solnado, Diogo Infante e João Perry.

O percurso de Rogério Samora teve, porém, início no teatro, na antiga Casa da Comédia, e apresenta alguns dos seus mais importantes papéis nos palcos, assim como no cinema, em filmes de Fernando Lopes e de Manoel de Oliveira.

Nascido em Lisboa, em 28 de outubro de 1958, fez o curso de Teatro do Conservatório Nacional, e estreou-se no final da década de 1970, na peça “A Paixão Segundo Pier Paolo Pasolini”, de René Kalisky, levada a cena na Casa da Comédia, em Lisboa, sob a direção de Filipe La Féria. O desempenho valeu-lhe o Prémio de Ator Revelação, em 1981.

Trabalhou também com Carlos Avilez, diretor e fundador do Teatro Experimental de Cascais, e com outros encenadores como Fernanda Lapa, Luís Miguel Cintra e Solveig Nordlund.

No cinema conta com mais de meia centena de títulos, tendo trabalhado com realizadores como Manoel de Oliveira, José Álvaro Morais, João Mário Grilo, João Botelho, Manuel Mozos, Miguel Gomes, António-Pedro Vasconcelos, Maria de Medeiros, Luís Filipe Rocha, Margarida Cardoso, Rosa Coutinho Cabral, José Fonseca e Costa, Joaquim Leitão, Raoul Ruiz e Jorge Cramez.

Foi ainda dirigido por Fernando Lopes em “O Delfim”, “Belarmino”, “Matar Saudades", "98 Octanas" e "Os Sorrisos do Destino".

Em 2019, participou no filme “Amadeo”, de Vicente Alves do Ó, com estreia prevista para o ano passado, adiada, entretanto, devido à pandemia e com o músico Rodrigo Leão, participou também em várias sessões de poesia, nomeadamente no antigo bar Frágil, em Lisboa.

Em 2020, num trabalho com a fotógrafa Margarida Dias, posou nu, no contexto do confinamento, para um calendário cujas vendas se destinavam a apoiar a Rede de Emergência Alimentar.

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