"Apanhei-te Cavaquinho" é o título de um dos mais famosos temas de sempre da música popular brasileira, composto por Nazareth, em 1914, como uma polca para piano, mas só mais tarde entrou nas rodas de choro e nos repertórios de bandolinistas e "cavaquinhistas".

O filme faz a viagem do cavaquinho, "uma viagem pela lusofonia, alegre e despretensiosa, desprovida de análises etnomusicológicas", afirma a RTP 2 em comunicado.

"No princípio era só um cavaco, um 'braguinha', talvez derivado do nome da terra que lhe deu vida nos seus primórdios: Braga. Nesta região de festas e romarias tinha a palavra o instrumento que melhor as personificava, num tempo em que as concertinas ainda não tinham chegado para lhe tomar o lugar de solista da animação popular", descreve o canal público.

Na zona de Braga ainda hoje se podem encontrar vários construtores deste instrumento, assim como diversos executantes que têm nas Rusgas e nas festividades joaninas um "refúgio para a estridência e alegria do cavaquinho".

A história deste instrumento mistura-se em vários continentes e viajou de Portugal para o Brasil, para Cabo Verde, chegou aos Estados Unidos da América e ao Havai, onde é chamado de ukelele.

Este é o roteiro conduzido por Henrique Cazes, "exímio tocador de cavaquinho" e, desde há largos anos, tem tentado tornar mais próximos Portugal e Brasil, "através dos elementos culturais mais comuns aos dois: a língua e o 'braguinha'", adianta ainda a RTP 2.

"Apanhei-te Cavaquinho" foi realizado por Ivan Dias no ano de 2011 e vai para o ar no sábado, 8 de setembro, às 21h00.

No dia seguinte, 9, mas às 23:00, a RTP 2 emite o filme "Tóbis Portuguesa", um documentário que, para além de retratar o cinema português, aborda o seu historial técnico e humano.

Quinta das Conchas, 1932. O local e o ano do início da construção do primeiro estúdio de cinema sonoro em Portugal. Mais tarde, no momento de viragem tecnológica que tende a acabar com a película, "a Tóbis viu-se obrigada a evoluir e a equipar-se com a mais moderna tecnologia", recorda o canal, facto que vai ser focado neste documentário.

O filme foi realizado em 2010 por Manuel Mozos e produzido por Pedro Éfe.

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