“Nesta carta branca, […] serão exibidos alguns dos filmes mais emblemáticos do período mudo do cinema português, desde as adaptações literárias de clássicos da literatura como ‘Amor de Perdição’ (Georges Pallu), a exemplos da influência das vanguardas europeias, como ‘Douro, Faina Fluvial’ (Manoel de Oliveira) ou ‘Maria do Mar’ (Leitão de Barros), passando pelas primeiras obras da Invicta Film assinadas por Rino Lupo (‘Mulheres da Beira’ e ‘Os Lobos’)”, adiantou a Cinemateca, em comunicado.

O ciclo acontece no contexto da Temporada Cruzada Portugal-França e vai contar com a presença do diretor da Cinemateca Portuguesa, José Manuel Costa, e do diretor do Arquivo Nacional das Imagens em Movimento (ANIM), Tiago Baptista, que dará uma conferência sobre “Conservar, Digitalizar e Mostrar o Cinema Mudo Português”, no dia 18 de março.

Um dia depois, a fundação “receberá uma mostra de imagens coloniais pertencentes à coleção da Cinemateca, num programa apresentado pela realizadora francesa Ariel de Bigault em contexto do festival L’Europe autour de l’Europe”.

Num texto publicado no ‘site’ da fundação, Tiago Baptista destaca “Maria do Mar” como o filme mais importante do ciclo, há muito considerado como “a melhor longa-metragem do cinema mudo português”, na sua versão restaurada com música original de Bernardo Sassetti.

“O equilíbrio entre modernidade e tradição, a fluidez entre documentário e ficção, fazem deste filme uma obra fundadora da história do cinema português e um marco do cinema mudo europeu”, escreveu o diretor do ANIM.

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