A sua fama chegou tarde, mas valeu a pena a espera. Sobrinho de
Rosemary Clooney e
José Ferrer, o actor teve a sua primeira experiência profissional na interpretação em 1978, como extra na série televisiva
«Centennial». Premonitoriamente, seis anos depois, em 1984, o seu primeiro papel de relevo surgiu numa série passada num hospital chamada
«E/R», um dado curioso se tivermos em conta que o seu salto para o estrelato se deu noutra série passada num hospital, que se chamava
«E.R.».

Mas isso só sucederia em 1994, quando
George Clooney já tinha 33 anos. Antes, o intérprete tentou a sorte em toda a espécie de filmes menores, como
«O Regresso dos Tomates Assassinos». Quando o fenómeno «E.R.» disparou, Clooney começou a surgir paralelamente no cinema em papéis escolhidos a dedo, arrancando logo em 1996 com o «cult movie» de terror
«Aberto até de Madrugada» (1996), de
Robert Rodriguez com argumento de
Quentin Tarantino, e com a comédia romântica
«Um Dia em Cheio», com
Michelle Pfeiffer.

No ano seguinte, protagonizou com
Nicole Kidman o primeiro filme da DreamWorks,
«O Pacificador», e foi Batman, no muito criticado
«Batman & Robin», que lhe merece ainda hoje comentários jocosos.

A partir desse mega-flop, a qualidade marcou sempre os filmes em que participou, por vezes com um acentuado fundo de intervenção política. Com
«Romance Perigoso» (1998), começou a colaboração com
Steven Soderbergh, que prosseguiu com a trilogia
«Ocean’s 11», a fita de ficção científica
«Solaris» (2002) e o «film noir»
«O Bom Alemão» (2006), além de uma parceria na produtora Section Eight. Os irmãos
Coen também têm sido parceiros habituais de jornada de Clooney, nos filmes
«Irmão, Onde Estás?» (2000),
«Crueldade Intolerável» (2003) e
«Destruir Depois de Ler» (2009).

Clooney, que deixou a série «E.R.» em 1999 para se dedicar em exclusivo ao cinema, prosseguiu com uma carreira recheada de filmes de prestígio, como
«Três Reis»,
«Syriana» (2005), que lhe valeu o Óscar de Melhor Actor Secundário,
«Michael Clayton» (2008), pelo qual foi nomeado ao Óscar de Melhor Actor, e
«Nas Nuvens», que lhe garantiu ainda outra designação ao troféu de Melhor Actor.

Em 2002, a carreira de Clooney deu ainda outro passo em frente quando se estreou na realização, com o bizarro
«Confissões de Uma Mente Perigosa». As opiniões dividiram-se, mas a aclamação do seu filme seguinte atrás das câmaras foi unânime:
«Boa Noite, e Boa Sorte» (2005) recebeu seis nomeações ao Óscar, incluindo Melhor Realizador e Melhor Filme. Já a sua terceira tentativa,
«Leatherheads» (2008), passou quase despercebida, nem sequer estreando em sala em Portugal.

Com um eficaz e abnegado activismo político, um talento de actor e realizador indesmentível e uma presença física que já lhe valeu ser considerado mais que uma vez o homem mais sexy do mundo, George Clooney, aos 48 anos, está no lugar cimeiro das estrelas de cinema da actualidade. E, por todas essas razões, tão cedo não deve sair de lá.

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