“Vou apresentar essencialmente os temas de ’Quarto Crescente’, mas também outros fados, que incluí no meu repertório, como ‘Gostei de ti’, que é uma criação de Carlos Ramos”, disse a fadista à agência Lusa.

Na sexta-feira, a fadista sobe ao palco do Auditório Zona Livre, em Vila Real, e no dia seguinte ao do Teatro Ribeiro Conceição, em Lamego, acompanhada pelos músicos Eurico Machado, na guitarra portuguesa, Eduardo Nunes, na viola, e Paulo Paz, no contrabaixo.

O álbum “Quarto Crescente”, editado no verão do ano passado, foi a estreia discográfica de Cláudia Leal, que canta há 22 anos, e que, entre os 12 temas, na sua maioria inéditos, conta com um da sua autoria, “O sal vem da saudade”.

A fadista afirmou que este “é um disco apaixonado” e que considerou “ter a maturidade necessária” para se ter abalançado a assinar a música e letra do tema com que fecha o álbum.

Cláudia Leal estuda música desde a pré-primária e é filha de um músico, e à Lusa afirmou que assumir esta autoria corresponde a uma necessidade sua, refletindo “uma certa experiência de vida”.

O álbum inclui outros inéditos, letras e melodias, designadamente “Porque choras coração”, de Ricardo Maria Louro, que interpreta no Fado Menor, e “À procura de amor”, de Rui Manuel, com música de Ricardo Ribeiro.

“A nossa lua”, de Mário Raínho, com música de Rão Kyao, e “Quem não ama não vive”, de António Botto, com música de Pedro Jóia, são outros dos temas que constituem o disco.

A fadista defendeu que “se tem que ter uma certa vivência para se cantar determinadas letras” e reconheceu que as letras que gravou para este disco “estão marcadas e não foram escolhidas ao acaso, refletem vivências e sentimentos”.

Para a fadista, dada a “profundidade psíquica que o fado exige” este “só devia ser cantado a partir dos 20 anos, que é quando se tem "alguma vida vivida, e até aí não há dores nem alegrias que se possam expressar com o impacto que o fado exige, e dar-lhes a necessária expressão cantando”.

O alinhamento do álbum inclui ainda “Meias verdades”, letra de António Laranjeira e música de Rodolfo Godinho e Rogério Ferreira, e ainda dois fados do repertório de Fernanda Maria, uma das suas referências, e de quem gravou “Bairros de Lisboa” (Domingos Costa/Francisco Carvalhinho) e “Fado e Lisboa” (Guilherme Pereira da Rosa/Francisco Carvalhinho), e ainda de Maria Teresa de Noronha, “Fado das horas” (José António Sabrosa/Mª. Teresa de Noronha) e o "Fado da Defesa" (António Calém e José António Sabrosa).

A proposta é “um equilíbrio entre a tradição e a inovação, de temas onde o amor está muito presente, assim como Lisboa, que é a capital do fado”, rematou.

A fadista tem agendados espetáculos no dia 10 de junho, nas Festas de Proença-a-Nova, na Beira Baixa, no dia 12 de julho, nas Festas da Charneca de Caparica, em Almada, e que conta com a participação especial da guitarrista Marta Pereira da Costa, e no dia 06 de outubro, na Casa das Artes, em Arcos de Valdevez, no Minho.

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