Dwayne Johnson é uma das maiores estrelas de cinema. E que defende com unhas a dentes a sua "imagem de marca".

Prova disso mesmo é o excerto de um perfil publicado na revista Rolling Stone que está a chamar a atenção após a estreia nas salas de cinema do seu mais recente filme, "Rampage: Fora de Controlo.

Aí, ele interpreta um antigo militar que agora é um primatologista que tenta impedir uma catástrofe global quando uma experiência genética mal sucedida transforma vários animais, incluindo George, um gorila inteligente e gentil, em criaturas gigantesca e destruidoras.

A certa altura no artigo, comenta-se que esteve quase a desistir porque não concordava com o desfecho original e teve todos contra ele: o estúdio, o realizador Brad Peyton e os produtores.

"Não gosto de um final triste. A vida traz essa m****. Não quero isso nos meus filmes", foi a posição de princípio do ator.

SEGUEM-SE ALGUNS SPOILERS SOBRE O FIM DE "RAMPAGE".

Na versão final, Davis Okoye, o primatologista, consegue dar a George um antídoto e os dois juntam-se para derrotar as outras criaturas que estão a arrasar a cidade de Chicago.

Só que no argumento que chegou às mãos de Dwayne Johnson, George morria no fim. O ator nem queria acreditar: voltou atrás e releu. Era mesmo isso.

"Não gosto de um final triste. A vida traz essa m****. Não quero isso nos meus filmes. Quando começam os créditos, quero sentir-se ótimo", foi a justificação.

"Tivemos uma grande reunião em que tentaram explicar-me todas as razões porque pensavam que o George devia morrer. Ele sacrifica-se ao salvar o mundo. Mata esses animais que tinham más intenções para prejudicar a humanidade. Ele sacrifica-se como um soldado corajoso", recapitulou.

"OK. Mas isto é um filme! Existe um crocodilo do tamanho de um estádio. Não estamos a fazer 'O Resgate do Soldado Ryan'", foi a sua posição.

FIM DE SPOILERS.

À Rolling Stone, Dwayne Johnson descreve algo que mostra a postura enquanto estrela de cinema: o que conta é deixar o seu público satisfeito.

"O meu problema é que tenho uma relação com os espectadores à volta do mundo. Durante anos construí uma relação de confiança com eles em que vão ver os meus filmes e sentem-se bem. Portanto, de vez em quando, temos de lançar esta cartada, que é: vão ter de procurar outro ator. Temos de pensar em alguma coisa ou não vou fazer o filme.", explicou.

No fim, recorda o artigo, chegou-se a um compromisso para o desfecho de "Rampage" que deixou todos satisfeitos. E agora todos concordam que Johnson teve o instinto certo.

"Ele percebe o público e a sua relação com o público melhor do que qualquer pessoa", constatou o realizador Brad Peyton.

E o produtor Beau Flynn, que já fez seis filmes com o ator, reforçou: "É esse o génio do Dwayne. E vendo o filme com um público, ele estava totalmente certo".

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